segunda-feira, 11 de maio de 2015

O SABER POPULAR É RESISTÊNCIA E VIDA NO CAMPO (Daniel Lamir - ASACom)


Quando chove ideias
O saber popular é resistência e vida no campo
Descrição: http://asabrasil.org.br/Imagens/none.gif
Daniel Lamir - ASACom
Recife-PE
06/05/2015
Os processos criativos camponeses germinam a Convivência com o Semiárido | Foto: JR. Ripper
Como uma semente, a criatividade é inerente à sobrevivência humana. Como uma fecundação, o desenvolvimento das nossas ideias define o modelo de vida que queremos. Inventar e democratizar o acesso a técnicas e tecnologias é uma forma de lutar pela convivência com o Semiárido.

Por ser uma capacidade universal, a inventividade humana pode seguir diferentes caminhos. Os processos criativos podem fortalecer a autonomia popular e a defesa de direitos. Por outro lado, o agronegócio está sempre reinventando a concentração de renda e poder no país.

Neste mundo com dicotomias, a água que cai do céu ganha conotações mais amplas que um fenômeno meteorológico. Pode servir para a sobrevivência ou opressão. No Semiárido, a mesma água da chuva que serve para o consumo humano disputa a ingestão de lucros do hidronegócio.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a irrigação utilizada pelo agronegócio consome 63% dos recursos disponíveis no Brasil. Para se “adaptar” à irregularidade na distribuição de chuvas, essas tecnologias gastam muita água e custam caro.
De acordo com Abelmanto, a ideia do microaspesor alternativo surgiu por acaso | Foto: Arquivo pessoal
No caminho inverso, Abelmanto Carneiro criou o “microaspersor alternativo”. A ideia surgiu quando ele estava com uma faca na mão e cuidava da horta na propriedade dele, localizada em Riachão do Jacuípe (BA).

“É um sistema de irrigação simples e barato, que acaba simulando uma chuva de inverno, uma chuva de litoral, como chamamos aqui. Ele dispõe de tudo que uma planta na fase de crescimento e floração precisa”, detalha o agricultor experimentador.

O insight do “microaspersor alternativo” surgiu quando a água de uma mangueira de polietileno jorrou um jato bem na ponta da faca que estava na mão de Abelmanto. Assim, flertando com a física, a ideia nasceu quando o jato formou um leque d’água na plantação.

Abelmanto trocou a faca por canetas, adicionando ainda pregos e arames para desenvolver o experimento. Hoje, o “microaspersor alternativo” é uma tecnologia sustentável e bem sucedida. Porém, a invenção ainda está superando um desafio cultural: “Muitas vezes os agricultores e as agricultoras não percebem o valor do seu próprio conhecimento”.
Abelmanto em intercâmbio | Foto: Arquivo pessoal
Diante dessa brecha na falta de valorização do saber camponês, o agronegócio utiliza propagandas para fortalecer sua imagem, mesmo com a carga de problemas sociais e ambientais. Neste cenário, o agronegócio se associa aos monopólios das empresas de comunicação no país.

Sentindo falta das boas experiências camponesas nos meios de comunicação massivos, Abelmanto criou o blog do
Projeto Ecológico Vida do Solo, além de utilizar o perfil dele na rede social Facebook para dialogar e apresentar vivências no campo.

Em Cubati (PB), a agricultora experimentadora Sara Constâncio faz coro da fala de Abelmanto. Sara defende a troca de conhecimentos e a curiosidade como ingredientes para superação de desafios no campo. Ela e o marido, Edvan, moram no assentamento São Domingos. Há poucos dias, o casal teve de se mudar e abrir mão de importantes tecnologias construídas na propriedade anterior. Ficaram o tanque de pedra e o banco de sementes familiar, além do “tanque de gordura”, tecnologia para reuso da água, criada por Sara.
Sara e Edvan criam tecnologias para utilização da água | Foto: Boletim O Candeeiro
Muda o endereço. Permanece a escolha pela inventividade camponesa. Ao contrário dos saberes oferecidos através de “pacotes” de produtos elaborados em laboratório, Sara observa as oportunidades locais para criar melhores condições de convivência. Ela está estudando o ambiente para permanecer utilizando insumos naturais, além de criar novas tecnologias adaptadas para captação, armazenamento e reutilização da água.

A primeira invenção deve ficar pronta antes da casa. O novo lar está em processo de conclusão, mas já oferece condições de moradia. Ela prevê que nos próximos trinta dias a “fossa reciclável” esteja pronta.

“Como aqui [propriedade nova] a gente ainda não tem estrutura de captação e armazenamento de água foi um jeito que a gente pensou para reutilizar toda a água possível. Vamos utilizar essa água para produção de capim e de sorgo”, explica Sara.

Local onde será instalada a fossa reciclável | Foto: Arquivo pessoal
O batismo da tecnologia foi feito por Edvan e a ideia surgiu ao se pensar na ração para as vacas leiteiras. A engenhosidade garante a água separada das fezes através de um tanque de 1m³ que será construído próximo à fossa.

A alimentação animal também inspirou a criação de uma máquina de presar forragem no município de Cajazeiras (PB). O agricultor Valdetônio Limeira juntou madeira e reutilizou um macaco hidráulico para comprimir blocos de cerca de 20 quilos de feno.
“É muito melhor prensar a ração e guardar do que deixar no tempo, debaixo de lona. De primeiro, a gente roçava e deixava ao gosto da chuva, do sol”, compara Valdetônio, que ressalta ainda que a tecnologia oferece ganho de tempo nas atividades no campo.
Uma das estratégias de venda de maquinarias pesadas para o campo é o argumento da redução no tempo de trabalho. Porém, além do alto custo financeiro, algumas dessas tecnologias exigem modificações sistêmicas no local. Por exemplo, uma coleta mecanizada pode exigir a plantação de espécies transgênicas para modificar o tamanho da planta e facilitar a utilização da máquina.
Josenildo com a ferramenta de distribuição de sementes | Foto: Boletim O Candeeiro 
Com um olho na redução do tempo e outro nas escolhas sobre o próprio ambiente, o agricultor Josenildo da Silva, de Jucati (PE), concretizou uma ideia para semear cenoura na propriedade dele. Ele conta que o desafio surgiu ao optar por um plantio em maior escala.

Com canos de PVC, arame, borracha e um pote plástico, Josenildo criou uma ferramenta que distribui uniformemente as sementes. A peça lembra um arado e substituiu a forma de semear com as mãos. Atento e sempre planejando novas invenções, Josenildo avalia que a tecnologia gera um aproveitamento de 80 por cento da semeadura.

sábado, 2 de maio de 2015

ALGO QUE NOS DEIXA ENCANTADO QUANDO A NATUREZA PROPOCIONA CURA DE ENFERMIDADE QUE A HUMANIDADE NÃO CONSEGUE ENCONTRAR NA MEDICINA CONVENCIONAL(QUIMICA)


A Graviola

A Graviola é considerada aliada importante no combate a mais de doze tipos de câncer - pulmão, seio, próstata, entre outros - a Graviola é fruto de uma árvore proveniente da Amazônia. Estudos realizados in vitro em mais de vinte laboratórios mostram que proporciona uma melhora - durante o tratamento - dez mil vezes maior do que com a quimioterapia.
Segundo estudos, a Graviola estimula o sistema imunológico combatendo resfriados, distúrbios na coagulação sanguínea e lesões hepáticas.
A graviola promete proporcionar um tratamento diferenciado no combate ao câncer. Um tratamento natural na maioria das vezes dá a sensação de força e vitalidade, além de melhorar a perspectiva de vida.


  CARACTERÍSTICAS E ESTUDOS REALIZADOS

As etnias da América do Sul e Central utilizam a graviola há séculos no combate e controle de várias doenças entre elas a pelagra, febre, diarreia, vomito, espasmos, tosse, asma, astenia e hipertensão.
Em pesquisas mais recentes realizadas nos Estados Unidos por mais de 20 laboratórios e pela médica e pesquisadora Dra. Leslie Taylor, constatou-se que a graviola contém substancias anticancerígenas e cytotóxicas com potencialidade 10.000 vezes mais que a adriamicina, uma droga utilizada na quimioterapia.
Além desta descoberta fantástica, verificou-se que a atuação destas substâncias são seletivas combatendo apenas as células cancerosas e preservando as células saudáveis e sem os efeitos colaterais desagradáveis da quimioterapia.
Nos Estados Unidos tentou-se durante 7 anos a sintetização destas substâncias em laboratório, sem sucesso, objetivando obter-se a patente, uma vez que não são permitidas a concessão de patente sobre substâncias naturais
“”Pesquisadores do EUA e outros países descobriram que a graviola destrói vários tipos de câncer. 

Dentro de um tubo de ensaio, a graviola mata as células do câncer 10.000 vezes mais rápido do que o melhor medicamento usado nos hospitais, mas até hoje os laboratórios farmacêuticos não conseguiram sintetizar a graviola para
patentear um remédio, por isso ela só é usada na forma natural. “”
      Atenção: Existem alguns comerciantes inescrupulosos informando que existe uma variedade da Graviola "verdadeira da Amazônia". É mito. Só existe uma espécie de Graviola, e a mesma graviola encontrada na Amazônia é a mesma do Nordeste ou de qualquer canto do Brasil.
O princípio ativo da "acepita
mina" encontrado nas folhas da graviola é um potente anticancerígeno, e por ser muito volátil (se dispersa rápido) os laboratórios não conseguiram sintetizá-lo.
 

Cuidados: Seu uso não é recomendado para gestantes e lactantes, sem acompanhamento médico.