segunda-feira, 10 de junho de 2013

FITOTERAPIA PLANTAS MEDICINAIS

As propriedades terapêuticas, mostradas pelo uso de seus chás, infusões, tinturas, xaropes, pós e compressas, são questionadas por muitos e aceitas por outro tanto. Cerca de 25% dos remédios alopáticos tradicionais – produzidos em grandes laboratórios e vendidos em farmácias – são obtidos a partir de substâncias vegetais; 60% dos remédios homeopáticos são provenientes de plantas e os restantes 40% provém de substâncias animais e de origem mineral.
Como um ser vivo, a planta sintetizada compostos químicos a partir da luz, dos nutrientes e da água que recebe; alguns desses compostos químicos provocam reações no organismo dos animais e no homem. Se a reação resulta na cura de uma doença ou, pelo menos, atenua seus sintomas, dizemos que a planta é medicinal; caso contrário, se o composto químico provoca intoxicação, consideramos a planta venenosa.
Uma mesma substância pode ter ação terapêutica ou ação tóxica, segundo sua dosagem de uso e de sua forma de preparo. Em qualquer das situações, o composto químico que provoca as reações é chamado de princípio ativo.


                                             PRINCÍPIOS ATIVOS
A maioria das plantas ditas medicinais contêm princípios ativos que se enquadram em seis classes – as principais – a saber:
- Alcalóides: agem sobre o sistema nervoso central e devem ser usados com cuidado. Como por exemplo cita-se a atropina (da Atropa belladona), morfina (da papoula Papaver semniferum). Os alcalóides são usados como analgésico e estimulantes.
- Glicosídeos: cardiotônicos: açúcares usados no tratamento de doenças cardíacas e encontrados em plantas do gênero Digitalis (dedaleira).
- Óleos essenciais: têm propriedades bactericidas, antiviróticas, 


cicatrizantes, analgésicas e relaxantes; são encontrados em plantas de odor marcante como a Valeriana (Valerian officinales), hortelã-pimenta (Mentha piperita), alfazema (Lavandula officinalis).
- Bioflavenóides: têm propriedades antiinflamáveis, reforçam a ação das vitaminas; como exemplo tem-se a artemetina (da erva-baleeira) Cordia (verbenácea) a rutina e a hesperedina (retirados do pólen do trigo sarraceno).Taninos: substâncias adstringentes muito usadas no curtimento de couro; os taninos gálicos são medicinais e têm propriedades cicatrizantes, antimicrobianas e antidiarréicas. Existindo na planta
- saboreada, o tanino dá a impressão que “trava” a boca, como é o caso da goiabeira, da romã e do barbatimão            
- Mucilagem: compostos viscosos de propriedades cicatrizantes, antiinflamatórias, laxativas, expectorantes e de proteção das mucosas. São encontradas na malva e na babosa.

Os teores dos princípios ativos produzidos pelas plantas não são estáveis e nem se distribuem de maneira homogênea em seus órgãos; princípios ativos podem ser encontrados em raízes, em rizomas (caules subterrâneos), caules, folhas, flores e sementes, e seu valor varia segundo a época do ano, variedade de solo, clima e onde vive a planta.Outrossim, uma mesma planta pode conter vários princípios ativos com aplicações diversas como a erva-baleeira, que contém bioflavonóides e óleos essenciais (pireno e mireno), atrativos para besouros, pragas de plantas.

UM EXEMPLO A CATUABA – sinônimo de árvore boa ou atualmente “fruto do amor”

Planta aromática, a catuaba apresenta três a quatro espécies que tiveram suas qualidades terapêuticas reconhecidas principalmente na Bahia ou em Minas Gerais, onde se propagaram de forma intensa. Seu nome significa “folha” ou “árvore boa”. Ficou reconhecida pelas suas propriedades tônicas, estimulantes e afrodisíacas. Além disso, suas folhas são diuréticas e estomáquicas, substituindo até mesmo a erva-mate. Muitas outras espécies de Catuaba ainda estão sendo estudadas.
Apesar de já estar sendo utilizada pela farmácia fitoterápica há pelo menos duas décadas, foi nos últimos 5 anos que a Catuaba tornou-se mais popular

quarta-feira, 5 de junho de 2013

05 / JUNHO / 2013 UMA REFLEXÃO SOBRE O AMBIENTE EM QUE VIVEMOS O MEIO AMBIENTE

Desenvolvimento SUSTENTÁVEL: o desafio da SOBREVIVÊNCIA

O Brasil e o mundo vem enfrentando nos últimos anos um grande número de tragédias ambientais, que geram milhares de mortes e prejuízos incalculáveis as economias e sociedades. As mudanças climáticas, a elevação dos mares, o aumento das inundações, secas e outros fenômenos naturais são o resultado da insustentabilidade do meio ambiente e na sociedade. Por isso compreender e implementar o conceito de desenvolvimento sustentável é fundamental e urgente. O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu a partir dos estudos da Organização das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, no início da década de 1970, como uma resposta à preocupação da humanidade, diante da crise ambiental e social que se abateu sobre o mundo desde a segunda metade do século passado. Esse conceito, que procura conciliar a necessidade de desenvolvimento econômico da sociedade com a promoção do desenvolvimento social e com o respeito ao meio-ambiente, hoje é um tema indispensável na pauta de discussão das mais diversas organizações, e nos mais diferentes níveis de organização da sociedade, como nas discussões sobre o desenvolvimento dos municípios e das regiões, correntes no dia-a-dia de nossa sociedade.

Esse é um conceito central no mundo em que vivemos porque o sistema capitalista impõe um modelo civilizatório, com seus usos e costumes, marcado por uma visão utilitarista da natureza e pela falsa idéia de uma evolução sem limites e a ingênua crença na continuidade do progresso. O resultado disso têm sido uma destruição gigantesca do meio ambiente, do equilíbrio natural e verdadeira tragédia ambiental e social, marcada por enchentes, secas, efeito estufa, aquecimento global, extinção de animais, poluição e ameaça da extinção da vida na terra.

Hoje frente à globalização financeira que vem destruindo vorazmente o planeta em que vivemos, nunca foi tão necessária uma globalização dos movimentos sociais, que aponte para mudanças radicais que se estendam a vastos domínios, influenciando não apenas a economia e a sociedade como também o próprio meio ambiente e a vida na Terra. Nunca antes na humanidade foi tão necessário discutirmos a questão da sustentabilidade e de um modelo societário que permita nossa sobrevivência e assegure ela a gerações futuras. Nunca foi tão necessários um ambientalismo, com objetivos e demandas bem definidos e consciente da dimensão política dos mesmos, chamando a atenção para as conseqüências devastadoras que o desenvolvimento capitalista sem limites está provocando.

Precisamos romper as muralhas da cidadela econômica, e passar a questionar a suposta racionalidade econômica globalizante, o desenvolvimento industrial, o aumento da produção econômica sem limites e a própria idéia de desenvolvimento. Entre 1972 e 1974 o Clube de Roma, entidade formados por intelectuais e empresários europeus que não eram militantes ecologistas, estabeleceu a primeira iniciativa concreta que surgiu a partir das discussões a respeito da preservação dos recursos naturais do planeta Terra. Ele produziu os primeiros estudos científicos a respeito da preservação ambiental, que foram apresentados, e que relacionavam quatro grandes questões que deveriam ser solucionadas para que se alcançasse a sustentabilidade: controle do crescimento populacional, controle do crescimento industrial, insuficiência da produção de alimentos, e o esgotamento dos recursos naturais.

Após a publicação da obra “Os Limites do Crescimento”, pelo Clube de Roma em 1972, o conceito de preservação ambiental toma um grande impulso no debate mundial, atingindo o ponto culminante na Conferência das Nações Unidas de Estocolmo, naquele mesmo ano. A partir daí, desenvolvimento e meio ambiente passam a fundir-se no conceito de ecodesenvolvimento, que no início dos anos 80 foi suplantado pelo conceito de desenvolvimento sustentável, passando a ser adotado como expressão oficial nos documentos da ONU, UICN e WWF.

A idéia de um novo modelo de desenvolvimento para o século XXI, compatibilizando a dimensão econômica, social e ambiental, surgiu para resolver, como ponto de partida no plano conceitual, o velho dilema entre crescimento econômico e redução da miséria, de um lado, e preservação ambiental de outro. O conflito vem arrastando-se por muitos anos, em hostilidade aberta entre o Movimento ambientalista e os empresários como seus agentes mais representativos. Enquanto os primeiros encaram o desenvolvimento econômico como naturalmente lesivo os segundos majoritariamente não agem em conformidade com a preservação ambiental.

Mas essa discussão não diz respeito apenas aos ambientalistas e empresários capitalistas, diz respeito à humanidade e a possibilidade dela sobreviver em longo prazo. A dimensão da sustentabilidade ambiental e social é inerente ao estabelecimento de limites ou restrições à persistência do desenvolvimento capitalista como ele é hoje e implica na ultrapassagem do econômico: não pela rejeição da eficiência econômica e nem pela abdicação do crescimento econômico, mas pela colocação dos mesmos a serviço de um novo projeto societário, onde a finalidade social esteja “justificada pelo postulado ético de solidariedade intrageracional e de equidade, materializada em um contrato social” (SACHS, 1995:26).

A abordagem do desenvolvimento social e ambiental sustentável será o grande desafio do século XXI e o desafio da sobrevivência humana e do meio ambiente, pois a discussão da sustentabilidade emerge de uma crise de esgotamento do planeta onde já são visíveis os resultados das regressões e as ameaças da continuidade da vida no planeta.

 Professor Paulo Henrique Costa Mattos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Seca no Nordeste em debate

  Seca no Nordeste em debate                          Dados da Rede Mobilizadores

O Semiárido brasileiro está enfrentando a pior seca registrada nos últimos 50 anos. São 1.415 municípios afetados e mais de 9,5 milhões de pessoas atingidas.
Apesar da gravidade da situação, alguns especialistas dizem que a situação poderia ser pior, não fosse a rede de proteção social que inclui programas de transferência de renda dos governos federal e estaduais. Mas eles afirmam que, apesar disso, não é possível impedir que a economia dos municípios impactados entre em colapso durante períodos de longa estiagem.
Em matéria da Revista Isto É, de 24 de abril, o professor de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eraldo Matricardi, advertiu que “a falta de orientação à população é o principal obstáculo ao fim dos grandes transtornos por longos períodos de estiagem”. Ele defende que técnicas simples, como colocar garrafas enterradas para evitar a mortalidade das plantações, sejam ensinadas às populações para que possam conviver melhor com esses períodos de estiagem.
Diante da gravidade do quadro e da necessidade de se pensar soluções e alternativas que propiciem a convivência com a seca,     neste espaço, diversos materiais que falam sobre as características da seca no Nordeste, as iniciativas governamentais e não governamentais que vêm sendo implantadas para enfrentar o problema e, principalmente, sobre as tecnologias sociais disponíveis, que precisam ser disseminadas
Pesquisa em conjunto da USP com a Secretaria da Agricultura de Pernambuco revela que 17% das propriedades rurais do sertão e do agreste nordestinos fecharam as porteiras por causa da seca e 50% dependem de carro-pipa para conseguir água. Em Pernambuco, por exemplo, o rebanho bovino foi reduzido a quase a metade: de 2,1 milhões de cabeças de gado, 200 mil morreram, 300 mil foram transferidas para outras regiões e 500 mil foram abatidas precocemente.
Para o professor de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eraldo Matricardi, a falta de orientação à população é o principal obstáculo ao fim dos grandes transtornos por longos períodos de estiagem. Ele defende que técnicas simples sejam ensinadas às populações para que possam conviver melhor com esses períodos de estiagem. Para Eraldo, as políticas públicas de desenvolvimento para a região devem considerar também o conhecimento empírico do sertanejo e o fortalecimento das instituições de pesquisa que atuam na região.
Seca no Norceste alternativas possíveis                                
Neste destaque, apresentamos a situação vivida pelo país atualmente, mostramos que, segundo as Nações Unidas, até 2030, quase metade da população mundial deverá viver em áreas com grande escassez de água; apontamos as medidas emergenciais que o governo anunciou para enfrentar a atual estiagem; relacionamos alternativas possíveis de convivência com a seca segundo alguns especialistas, além de iniciativas desenvolvidas por organizações sociais, e terminamos falando um pouco sobre as características da região Nordeste e da seca.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O VENENO ESTÁ NA MESA PRECISAMOS MUDAR


Este é um momento ideal para o seu conhecimento a respeito da situação alimentar atual. O uso demasiado de agrotóxicos e trangênicos em nossa comida e seus problemas ambientais e sociais. Contrapondo a isso os alimentos orgânicos, livres de produtos químicos que são muito mais saudáveis, entretanto tem uma dificuldade muito grande de se desenvolver por falta de incentivo e pelas práticas do mercado. É uma situação caótica que muitos de nós nem sabemos, por isso, é importante conhecer e escolher qual lado você prefere estar. Se for a favor da vida, da saúde e da natureza, é bom começar a incentivar o consumo de produtos orgânicos sempre que possível, porque afinal de contas, se somos aquilos que comemos, e comemos veneno, só podemos viver assim numa sociedade doente onde ninguém escapa das doenças. Algo está errado. Precisamos mudar! Ao decorrer dos tempos novas pragas vão aparecendo e com isso novos produtos são criados, e esse crescente uso na produção agrícola projeta o descarte de milhares de embalagens residuais com alto teor de contaminação de solo e mananciais além de prejuízos a saúde humana, qual  sua opinião sobre o assunto?                                                                                                                                         
Os dados colocados como o de que os brasileiros consomem em média 5,2 litros de veneno por ano  impactam não só em decorrência da desinformação geral sobre a quantidade de agrotóxicos contida nos mais variados alimentos disponíveis nas prateleiras de supermercados, como também pela ausência de divulgação dos verdadeiros impactos desses produtos à saúde humana. Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos”,. E já se sabe que eles causam câncer, má formação do feto, depressão, problemas hormonais, neurológicos, reprodutivos, no rim, doenças de pele, diarréia, vômitos, desmaio, dor de cabeça e contaminação do leite materno. É sob este estigma que toda uma geração cobaia, em nome do “sucesso da agricultura”, viverá caso as políticas entorno do agrotóxico não sejam revistas. Para vocês estarem assistam o filme O veneno esta na mesa isso vai contribui para que você tenha noção sobre a dimensão desses perigos, não só aos seres humanos diretamente, mas também ao meio ambiente.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CONHECENDO MELHOR OS VEGETAIS LEGUMES E VERDURAS QUE PRODUZIMOS

Tomate  
Nutrientes: fonte abundante de licopeno. Boa quantidade de potássio, sódio, fósforo, cálcio, magnésio, ferro, fibras, vitamina C e betacaroteno                                                                                                          
O que acontece com ele ao:
Cozinhar: perde para a água parte da vitamina C. Mas, com a adição de azeite, a absorção do licopeno pelo organismo é favorecida                               

Assar: ativa-se o licopeno                            
Fritar/refogar em óleo: a absorção do licopeno é melhor                  Esquentar no micro-ondas: perde-se o licopeno – sua molécula é oxidada                                       
Congelar e descongelar: não há perdas significativas   

Beterraba                                
 Nutrientes: ferro, ácido fólico, potássio, vitaminas A, C e do complexo B O que acontece com ela ao: Cozinhar: perde-se muito potássio e há aumento do índice glicêmico 
Assar: ocorre perda de minerais como o ferro e de vitaminas C e B, além de ácido fólico. Mas há melhora na absorção da vitamina A                                  
Fritar/refogar em óleo: elevam-se o valor calórico e o índice glicêmico                                                      
Esquentar no micro-ondas: a perda de nutrientes é menor em comparação com o preparo no forno convencional                                                                       
Congelar e descongelar: o processo aumenta a quantidade de fibras


Brócolis                                                               
Nutrientes:vitaminas A e C e antioxidantes, como glicosinolatos e betacaroteno. Grande quantidade de vitaminas do complexo B, enxofre, cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e potássio                                   O que acontece com eles ao: Cozinhar: no vapor, não há perda de vitaminas nem de antioxidantes. Na água, boa parte das vitaminas é eliminada                                                          Assar: perdem-se minerais como ferro, cálcio e enxofre. Mas o calor do forno favorece a absorção da vitamina A                                                             Fritar/refogar em óleo: não há perda de nutrientes. Além disso, como os glicosinolatos são mais liberados na gordura, a fritura facilita sua absorção pelo organismo                                                                                                       Esquentar no micro-ondas: a perda de vitaminas B e C ocorre em menor escala do que no cozimento ou ao forno                                                               
Congelar e descongelar: as perdas não são significativas



terça-feira, 30 de abril de 2013

28/ de ABRIL DIA NASCIONAL DA CAATINGA

A caatinga é um bioma exclusivamente Brasileiro e nos dias de hoje está sendo ameaçada de extinção pelo ação antrópica . Veja, temos apenas 1% de área de proteção da região da caatinga e isto significa que se não cuidarmos bem do nosso Patrimônio , Em breve teremos uma caatinga trasformada em deserto e isso já está acontecendo .E o que será de nossas espécies se este bioma desaparecer para sempre?, È por isso que temos que nos preocupar mais em preservar este bioma . A caatinga é um exemplo de caracterização do meio abiótico (clima,topografia,condições edáficas a caatinga tem uma extenção muito grande e está em extinção ou seja está ameaçada, algumas pessoas dizem parabens caatinga mais não consegue valorizar o grande potencial encontrado na caatinga.
O Nordeste brasileiro tem a maior parte de seu território ocupado por uma vegetação adaptada às condições de aridez (xerófila), de fisionomia variada, denominada “Caatinga”. Geograficamente, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Minas Gerais. Na cobertura vegetal das áreas da região Nordeste, a Caatinga representa cerca de 800.000 km2, o que corresponde a 70% da região. Este ecossistema é extremamente importante do ponto de vista biológico, pois é um dos poucos que tem sua distribuição totalmente restrita ao Brasil.
De modo geral, a Caatinga tem sido descrita na literatura como pobre e de pouca importância biológica. Porém, levantamentos recentes mostram que este ecossistema possui um considerável número de espécies endêmicas, ou seja, que ocorrem somente nesta região, e que devem ser consideradas como um patrimônio biológico de valor incalculável.
Quanto à flora, foram registradas até o momento cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas. Com relação à fauna, esta é depauperada, com baixas densidades de indivíduos e poucas espécies endêmicas. Apesar da pequena densidade e do pouco endemismo, já foram identificadas 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos, pouco se conhecendo em relação aos invertebrados. Descrições de novas espécies vêm sendo registradas, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precário deste ecossistema, que segundo os pesquisadores é considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros.
Além da importância biológica, a Caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a canafistula, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destaca-se o umbú, o araticum, o jatobá, o murici e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontra-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão, o velame, o marmeleiro, o angico, o sabiá, o jericó, entre outras. Caatinga um ecossistema menos preservado e um dos mais degradados.
Como conseqüência desta degradação, algumas espécies já figuram na lista das espécies ameaçadas de extinção do IBAMA. Outras, como a aroeira e o umbuzeiro, já se encontram protegidas pela legislação florestal de serem usadas como fonte de energia, a fim de evitar a sua extinção. Quanto à fauna, os felinos (onças e gatos selvagens), os herbívoros de porte médio (veado catingueiro e capivara), as aves (ararinha azul, pombas de arribação) e abelhas nativas figuram entre os mais atingidos pela caça predatória e destruição do seu habitat natural.



sábado, 27 de abril de 2013

PARA O PROJETO VIDA DO SOLO CONCIÊNCIA ECOLOGICA UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA

Educação Ambiental: A educação torna-se a ferramenta mais eficaz para uma mudança de comportamento e para o despertar de uma nova consciência. Sensibilizados com a atual situação ”ambiental” e comprometidos com a nossa geração e com as gerações futuras, propomos atividades de forma participativa, o que traz a oportunidade de vivenciar uma relação mais integrada à natureza, impulsionando ativamente a consciência ecológica. Oferecemos a realização de vivências, cursos, oficinas, palestras, estágios.
Tendo como principal objetivo a difusão de conhecimentos, oferecemos um programa de visitação na área experimental do Projeto de Educação Ambiental Vida do Solo, destinado a uma promoção de conhecimento quanto ensino a grupo de pessoas interessadas, onde temos a oportunidade de visualizar de perto alguns dos sistemas em desenvolvimento, com o intuito de impactar positivamente o ecossistema local e as pessoas que com ele se interrelacionam.  Buscamos sempre abordar os conhecimentos teóricos através das atividades práticas, promovendo ações integradas e interativas com o meio ambiente (Espaço em que vivemos), adotando sempre como ferramenta a percepção ambiental, responsável por nos apercebermos enquanto seres vivos, capazes de transformar o ambiente e/ou ser por ele transformado.  Conheça mais sobre o projeto
A pedagogia
Dentre os vários métodos para a educação ambiental, a prática da interação com o espaço em que vivem uma paisagem natural e os sistemas agroecológicos, traz a oportunidade de realizar um trabalho conjunto e dinâmico no despertar da consciência ambiental. A vivência na área experimental do projeto vida do solo – Tem uma expansão em tecnologias ecológicas e social propõe um conjunto de atividades fundamentadas na leitura da paisagem natural e a sua relação com os sistemas de produção em desenvolvimento. Integrando informação e vivência participativa, dois recursos importantes que movimentam a ação, ensino/aprendizagem, a dinâmica se mostra altamente capaz de atuar como uma forma de educação inovadora, intitulada


domingo, 7 de abril de 2013

IMPORTANCIA DAS FRUTAS E HORTALIÇAS

Hortaliças e Frutas - Informações Interessantes

* Cores e Pigmentos

A variedade de cores das frutas e hortaliças são devidas a basicamente três grandes grupos de pigmentos: clorofilas (verdes), carotenóides (do amarelo claro ao alaranjado e até mesmo vermelho) e os flavonóides, que compreendem as antocianinas (do vermelho ao azulado), as antoxantinas (do branco ao amarelo claro) e as betalaínas (arroxeadas). Os vegetais são assim coloridos para atrair os animais que, enquanto se alimentam de partes das plantas, comtribuem para a polinização e dispersão das sementes, garantindo sua perpetuação. Vários pigmentos possuem funções no organismo humano sendo antioxidantes, pró-vitaminas (presursores de vitaminas) e alguns, como o licopeno (de cor vermelha, presente no tomate) estão sendo estudados por possuirem várias funções preventivas no organismo.

*A Clorofila é a Mudança de Cor nas Hortaliças CozidasA clorofila é formada por um conjunto de átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, chamado porfirina, que possui um átomo de magnésio no centro. Os tipos principais são a clorofila A e a B, sendo que a primeira é azul-esverdeada e a segunda é verde-amarelada, e as plantas possuem diferentes taxas das mesmas, que determinam sua cor característica. O calor modifica as moléculas de clorofila e se o vegetal for ligeiramente ácido (geralmente a maioria é) os átomos de magnésio podem ser substituídos por átomos de hidrogênio, transformando as clorofilas em feofitinas (A clorofila A vira um feofitina verde-acinzentada e a clorofila B uma verde-oliva). Como, de uma forma geral, a clorofila A é predominante e passa por essa tranformação mais rapidamente a cor resutante de uma hortaliça verde que foi submetida a calor excessivo é verde-acinzentada.
- Como minimizar essa mudança:
- O modo mais prático e correto é cozinhar o menos possível as hortaliças, pois assim menos clorofila se transformará em feofitina.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido

Praticada a partir de qualquer modo de irrigação, a agricultura orgânica tem ganhado cada vez mais a adesão de agricultores e agricultoras do Semiárido. Os projetos com os quais o Irpaa trabalha tem procurado incentivar esta prática, que, além de ser ambientalmente sustentável, reduz os gastos necessários à produção.
Agricultura Orgânica é também base para Convivência com o Semiárido Na região do São Francisco, esta ação se faz cada vez mais necessária, pois à medida que a agricultura irrigada se desenvolveu, convencionou-se que o uso de fertilizantes e defensivos químicos era uma prática necessária ao bom rendimento da produção. Esta prática então se expandiu, mas pouco se pensou nos prejuízos trazidos ao meio ambiente e às pessoas de um modo geral. O uso de agrotóxicos contribui para a compactação e perda de nutrientes da solo, tornando a terra, com o passar do tempo, contaminada e improdutiva. Além do solo, causa também danos à saúde humana, tanto de quem produz quanto quem consome os alimentos.
 Ao contrário desta prática, que além dessas desvantagens traz também um alto custo financeiro para os produtores, a produção de adubos e defensivos orgânicos aproveita recursos muitas vezes existentes em abundância nas propriedades. Relacionando a produção animal e vegetal, os produtores podem preparar compostos e biofertilizantes que podem agir como repelentes, inseticidas, fungicidas ou adubos que fortalecem a planta e permitem a produção de alimentos saudáveis.
, depende da preparação e aplicação correta, respeitando a necessidade da planta e a dosagem adequada de cada produto.
 A prática da agricultura orgânica pode acontecer tanto na agricultura irrigada quanto de sequeiro e nos diversos modo de trabalho, desde a agricultura familiar, comunitária, como nos sistemas de meeiro ou patronal.
 Conheça alguns importantes adubos ou defensivos que podem ser facilmente produzidos a partir de algumas orientações técnicas:
ESPECIFICAÇÃO
AÇÃO
ORIENTAÇÕES


Esterco (possui todos os nutrientes que as plantas precisam)




Deixa a terra mais fofa para facilitar a infiltração da água e circulação de oxigênio, o que permite uma melhor ação dos microrganismos.
Antes de aplicar nas plantas        curtir o esterco por uma média de 30 dias, molhando e revolvendo uma vez por semana. Nesse período ocorre a fermentação, que se for feita junto a raiz da planta esta pode morrer devido ao calor da fermentação.

Biofertilizante (Adubo líquido)
Pode ser usado como pulverizador para controle de insetos e fungos causadores de doenças.
Deve ser curtido também por 30 a 45 dias e aplicado apenas 20% da capacidade de um pulverizador, completando-o com água.


Urina de vaca (Adubo folear)
Nutre a planta e atua como repelente de insetos nocivos ao desenvolvimento da mesma.
Após 3 dias de colhida (tempo para fermentação) deve ser aplicado 200 ml diluídos em 20 litros de água. Após a fermentação tem validade de 1 ano e pode ser aplicada no solo ou diretamente nas plantas.

Nim (frutas ou folhas verdes)
Usada no controle de mais de 400 tipos de pragas (Fungicida, inseticida, repelente)
Bate com água em pilão ou liquidificador. Para fazer a aplicação 2 quilos de frutas ou folhas verdes devem ser diluídos em 15 litros de água. Só pode ser armazenado por até 3 dias.