segunda-feira, 20 de julho de 2015

POR QUE AS BACTÉRAS SÃO IMPORTANTES PARA O SOLO ???

Bactérias
As bactérias são o grupo mais importante de organismos do solo, no qual, em condições favoráveis, atingem números extraordinariamente elevados. Há bactérias aeróbias obrigatórias, anaeróbias obrigatórias e facultativas. As primeiras obtêm o seu oxigênio do ar, e só prosperam, portanto em solos bem arejados. As segundas não necessitam de oxigênio gasoso, ou são mesmo prejudicadas por este. As chamadas facultativas constituem o grupo mais importante, e atuam tanto num caso como no outro.
As bactérias são, em geral, bastante exigentes em cálcio e prosperam especialmente em solos de reação levemente ácida a levemente alcalina.

Por que as bactérias são fundamentais?

As plantas requerem certo número de elementos além daqueles que obtém diretamente da atmosfera (carbono e oxigênio sob a forma de dióxido de carbono) e da água do solo (hidrogênio e oxigênio). Todos estes elementos, com exceção de um, provêm da desintegração das rochas e são captados pelas plantas a partir do solo. A exceção é o nitrogênio, que representa 78% da atmosfera terrestre. Embora as rochas da superfície terrestre constituam também a fonte primária de nitrogênio, este penetra no solo, indiretamente por meio da atmosfera, e, através do solo, penetra nas plantas que crescem sobre ele. Entretanto, a maioria dos seres vivos é capaz de utilizar o nitrogênio atmosférico para sintetizar proteínas e outras substâncias orgânicas. (Ao contrário do carbono e do oxigênio, o nitrogênio é muito pouco reativo do ponto de vista químico, e apenas certas bactérias e algas azuis possuem a capacidade altamente especializada de assimilar o nitrogênio da atmosfera e convertê-lo numa forma que pode ser usada pelas células. A deficiência de nitrogênio utilizável constitui muitas vezes, o principal fator limitante do crescimento vegetal.
O processo pelo qual o nitrogênio circula através das plantas e do solo pela ação de organismos vivos é conhecido como Ciclo do Nitrogênio.
Como a maioria dos organismos não consegue reter e aproveitar o nitrogênio na forma molecular, obtendo esse nutriente na forma de íons amônio (NH4+), bem como íons nitrato (NO3-). Algumas bactérias nitrificantes na superfície do solo realizam a conversão do nitrogênio, transformam a amônia em nitratos, disponibilizando esse elemento diretamente às plantas e indiretamente aos animais, através das relações tróficas: produtor e consumidor. Outras bactérias também fixadoras de nitrogênio gasoso, ao invés de viverem livres no solo, vivem no interior dos nódulos formados em raízes de plantas leguminosas, como a soja e o feijão, uma interação interespecífica de mútuo benefício (simbiose). Ao fixarem o nitrogênio do ar, essas bactérias fornecem parte dele às plantas. A devolução do nitrogênio à atmosfera, na forma de N2, é feita graças à ação de outras bactérias, chamadas desnitrificantes. Elas podem transformar os nitratos do solo em N2, que volta à atmosfera, fechando o ciclo.
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Ciclo do Nitrogênio

O esquema acima mostra o ciclo do Nitrogênio desde sua apresentação na atmosfera, sua fixação nas raízes através de bactérias, até a devolução para atmosfera fechando assim o ciclo.

Malefícios dos microrganismos

Os agentes causadores de doenças nas plantas são seres microscópios divididos em três grandes grupos: fungos, bactérias e vírus. Esses agentes podem promover uma centena de males como as doenças fúngicas, o míldio, a podridão parda, entre outras.
                                                                     (Fonte curso: Biomedicina 2º anoProfª: Fernanda Tolentino)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

SUPLEMENTAÇÃO MINERAL A MAIORIA DOS NOSSOS SOLOS É DE MÉDIO A BAIXO EM FERTILIDADE

Suplementação nutricional é fundamental para aumentar o desempenho dos caprinos 
A maioria dos solos da região é de média a baixa fertilidade, com elevada quantidade de alumínio (Al) e de ferro (Fe), favorecendo a formação de compostos insolúveis para a planta e exacerbando a deficiência do P. A reposição dos nutrientes exportados pelos produtos animais ao solo, por intermédio da adubação é pouco comum na região, o que ocasiona um decréscimo gradativo do conteúdo de minerais na pastagem.
Importância dos nutrientes minerais
Embora compondo apenas cerca de 5% do corpo de um animal, os nutrientes minerais contribuem com grande parte do esqueleto (80% a 85%) e compõem a estrutura dos músculos, sendo indispensáveis ao bom funcionamento do organismo (McDowell, 1992). Os desequilíbrios dos minerais na dieta animal podem ocorrer tanto pela deficiência como pelo excesso.
Sintomas da deficiência mineral
Como se trata de um grande número de elementos que desempenham as mais variadas e complexas funções no organismo, os sintomas causados pelos desequilíbrios minerais da dieta não são específicos. Esses sintomas podem ser confundidos com aqueles causados por deficiência de energia e proteína (alimentação deficiente qualitativa e quantitativamente) ou por problemas de saúde (parasitismo, doenças infecciosas ou ingestão de plantas tóxicas).
Os principais sintomas gerais que indicam a ocorrência de deficiências minerais no rebanho são, conforme Veiga et al. (1996) e Veiga & Lau (1998):
Apetite depravado - Os animais comem terra, pano e plástico; roem e ingerem ossos, madeira e casca de árvores; lambem uns aos outros; apresentam avidez por sal de cozinha.
Redução do apetite - Mesmo em pastagens com plena disponibilidade de forragem e de boa qualidade, os animais apresentam baixo consumo, mostrando o ventre sempre vazio (afundado).
Aspecto fraco ou doentio - Os animais ficam magros, com dorso arqueado, pêlos arrepiados e sem brilho, lesões na pele e dificuldade de locomoção.
Anomalias dos ossos - Os ossos longos se tornam curvos e as extremidades dilatadas.
Fraturas espontâneas - Freqüentemente, ocorrem quebraduras ósseas, sobretudo quando os animais são manejados, evidenciando fraqueza do esqueleto.
Anomalias da pele - Despigmentação e perda de pêlo, e desordem da pele, como ressecamento e descamação.
Baixo crescimento e produtividade - O crescimento dos animais jovens é retardado, o ganho de peso é baixo ou negativo (perda de peso) e a produção leiteira é prejudicada.
Baixa fertilidade - Rebanhos com carência mineral apresentam uma reduzida fertilidade das vacas, em face da ocorrência de cios irregulares ou ausentes, abortamento e retenção placentária, resultando em baixa produção de bezerros.

Baixa resistência a doenças - Animais deficientes em minerais são menos resistentes (mais susceptíveis) a doenças e se ressentem mais dos ataques de parasitas internos (vermes).

terça-feira, 30 de junho de 2015

A necessidade, aliada a uma saudável curiosidade científica


A necessidade, aliada a uma saudável curiosidade científica 
     Abelmanto Carneiro de Oliveira, agricultor familiar do município de Riachão do Jacauípe, na Bahia, passou a pesquisar o uso de tecnologias alternativas para a produção agrícola na região do Semiárido. Dono de uma terra de 10 hectares, Abelmanto começou a utilizar cisternas para consumo e produção em 2007, com o apoio dos governos federal e estadual. Nos anos seguintes, o agricultor desenvolveu técnicas que hoje garantem o abastecimento de água para atender todo seu sistema de produção, pelo menos a propriedade é alto suficiente de agua, hoje são mais de 3 Milhões de litros de agua armazenado quando sua carga de consumo anual é de apenas 389 mil litros para tornar seu sistema funcionando durante 365 dias, ou seja, um ano, isso também considerando a perda de agua pela evaporação. 
A partir de seus experimentos, Abelmanto construiu uma barragem subterrânea. A barragem mantém o solo úmido a 50 centímetros de profundidade, eliminando a necessidade de regar a terra para que ela fique produtiva o ano todo. O agricultor também passou a plantar capins para cilagem e palma, utilizada para alimentar o gado no período de estiagem. "Produzo a minha carne. Só compro o que não dá para produzir", diz Abelmanto, que é casado com Jacira de Oliveira, de 43 anos. Os dois tem uma filha. 
O abastecimento da família é feito graças ao armazenamento de 3 milhões de litros de água em cinco cisternas e mais 16 barramentos seis conhecidos por barreiros comuns, um barreiro trincheira e dez barraginhas sucessivas que abastecem o lençol freático. Parte da produção de sua horta agroecológica é vendida na região.                                  "A verdade é que tudo isso só foi possível graças ao uso das cisternas", contou Abelmanto ao Portal Brasil. Para o agricultor familiar, a tecnologia mudou radicalmente a vida dos moradores da região, que estão acostumados a enfrentar longos ciclos de estiagem. "Agora o pequeno agricultor tem autonomia. Hoje, temos a ousadia de dizer que morar aqui é uma escolha nossa. Estamos no Paraíso".

sábado, 6 de junho de 2015

CONHECENDO UM POUCO SOBRE CUPIM PARA MELHOR CONTROLAR EM SEU SISTEMA DE PRODUÇÃO



Operários
A casta dos operários é composta por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas (inclusive o rei e a rainha) construção e conservação do ninho, eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos...etc.
Os operários esbranquiçados com a cabeça um pouquinho mais escura, e não tem olhos nem asas.

Soldados São encontrados em grande número numa colônia.

A função dos soldados é defender o cupinzeiro e os operários.
Tem aquela mandíbula enorme, mas não conseguem mastigar - ela só serve pra luta.
Como os operários, os soldados também são cegos e sem asas.
São de corpo esbranquiçado ou amarelo clarinho e as cabeças são grandes e escuras com um par de mandíbulas grandes.
Como armas, além da potente mandíbula e da cabeça dura e grande, os soldados de algumas espécies podem jogar secreções tóxicas ou muito grudentas, através da fontanela (um buraquinho na cabeça).
O formato da cabeça e das mandíbulas dos soldados pode ajudar na identificação da espécie.
As armas mais evoluídas são usadas pela casta de soldados dos cupins nasute, que têm ninho nas árvores. Em vez de mandíbulas em forma de foice, possuem um bico oco através do qual soltam um jato químico ácido que se torna viscoso quando exposto ao ar e cola nos insetos invasores. As mandíbulas dos soldados são tão grandes que precisam ser alimentados pelos operários. Porém, essas mandíbulas são muito eficientes.
O rei e a rainha

O rei e a rainha são a primeira casta de reprodutores da sociedade.
A função da rainha é procriar.
Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam dentro dela, aumentando de tamanho a medida que a fêmea aumenta sua capacidade de por ovos, com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode crescer vários centímetros de comprimento, e ficar esbranqiçado.

O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome.
Os ovos têm 3mm de comprimento e ficam incubados por duas semanas sob o cuidado dos cupins-operários.
Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.                                                                                                                           

 Ninfas

Alimentam-se de resíduos regurgitados pelos operários por duas semanas após saírem dos ovos.
Aleluias

terça-feira, 2 de junho de 2015

COMO COMBATER FORMIGA CORTADEIRAS NO SEU SITIO.

O PROJETO VIDA DO SOLO DESENVOLVE MAIS UMA PRÁTICA AGROECOLÓGICA, DESSA VEZ É UMA TÉCNICA DE CONTROLE DE FORMIGA CORTADEIRA É O CONTROLE MECÂNICO
O projeto de Educação Ambiental Vida do Solo vem através deste vídeo mostrar mais uma pratica Agroecológica, uma prática de como controlar formigas cortadeiras sem o uso de veneno, é mais uma técnica desenvolvida pelo projeto vida do solo e espera que as pessoas em especial agricultores familiares que após assistirem este vídeo encontrem caminhos ou alternativas no controle desses seres (insetos) cortador. O projeto garante com esta técnica a eliminação de toda uma colônia de formiga em menos de (15) quinze dias, é o sistema que chamamos de controle mecânico, espero que este vídeo ajude bastante, vejam




segunda-feira, 11 de maio de 2015

O SABER POPULAR É RESISTÊNCIA E VIDA NO CAMPO (Daniel Lamir - ASACom)


Quando chove ideias
O saber popular é resistência e vida no campo
Descrição: http://asabrasil.org.br/Imagens/none.gif
Daniel Lamir - ASACom
Recife-PE
06/05/2015
Os processos criativos camponeses germinam a Convivência com o Semiárido | Foto: JR. Ripper
Como uma semente, a criatividade é inerente à sobrevivência humana. Como uma fecundação, o desenvolvimento das nossas ideias define o modelo de vida que queremos. Inventar e democratizar o acesso a técnicas e tecnologias é uma forma de lutar pela convivência com o Semiárido.

Por ser uma capacidade universal, a inventividade humana pode seguir diferentes caminhos. Os processos criativos podem fortalecer a autonomia popular e a defesa de direitos. Por outro lado, o agronegócio está sempre reinventando a concentração de renda e poder no país.

Neste mundo com dicotomias, a água que cai do céu ganha conotações mais amplas que um fenômeno meteorológico. Pode servir para a sobrevivência ou opressão. No Semiárido, a mesma água da chuva que serve para o consumo humano disputa a ingestão de lucros do hidronegócio.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a irrigação utilizada pelo agronegócio consome 63% dos recursos disponíveis no Brasil. Para se “adaptar” à irregularidade na distribuição de chuvas, essas tecnologias gastam muita água e custam caro.
De acordo com Abelmanto, a ideia do microaspesor alternativo surgiu por acaso | Foto: Arquivo pessoal
No caminho inverso, Abelmanto Carneiro criou o “microaspersor alternativo”. A ideia surgiu quando ele estava com uma faca na mão e cuidava da horta na propriedade dele, localizada em Riachão do Jacuípe (BA).

“É um sistema de irrigação simples e barato, que acaba simulando uma chuva de inverno, uma chuva de litoral, como chamamos aqui. Ele dispõe de tudo que uma planta na fase de crescimento e floração precisa”, detalha o agricultor experimentador.

O insight do “microaspersor alternativo” surgiu quando a água de uma mangueira de polietileno jorrou um jato bem na ponta da faca que estava na mão de Abelmanto. Assim, flertando com a física, a ideia nasceu quando o jato formou um leque d’água na plantação.

Abelmanto trocou a faca por canetas, adicionando ainda pregos e arames para desenvolver o experimento. Hoje, o “microaspersor alternativo” é uma tecnologia sustentável e bem sucedida. Porém, a invenção ainda está superando um desafio cultural: “Muitas vezes os agricultores e as agricultoras não percebem o valor do seu próprio conhecimento”.
Abelmanto em intercâmbio | Foto: Arquivo pessoal
Diante dessa brecha na falta de valorização do saber camponês, o agronegócio utiliza propagandas para fortalecer sua imagem, mesmo com a carga de problemas sociais e ambientais. Neste cenário, o agronegócio se associa aos monopólios das empresas de comunicação no país.

Sentindo falta das boas experiências camponesas nos meios de comunicação massivos, Abelmanto criou o blog do
Projeto Ecológico Vida do Solo, além de utilizar o perfil dele na rede social Facebook para dialogar e apresentar vivências no campo.

Em Cubati (PB), a agricultora experimentadora Sara Constâncio faz coro da fala de Abelmanto. Sara defende a troca de conhecimentos e a curiosidade como ingredientes para superação de desafios no campo. Ela e o marido, Edvan, moram no assentamento São Domingos. Há poucos dias, o casal teve de se mudar e abrir mão de importantes tecnologias construídas na propriedade anterior. Ficaram o tanque de pedra e o banco de sementes familiar, além do “tanque de gordura”, tecnologia para reuso da água, criada por Sara.
Sara e Edvan criam tecnologias para utilização da água | Foto: Boletim O Candeeiro
Muda o endereço. Permanece a escolha pela inventividade camponesa. Ao contrário dos saberes oferecidos através de “pacotes” de produtos elaborados em laboratório, Sara observa as oportunidades locais para criar melhores condições de convivência. Ela está estudando o ambiente para permanecer utilizando insumos naturais, além de criar novas tecnologias adaptadas para captação, armazenamento e reutilização da água.

A primeira invenção deve ficar pronta antes da casa. O novo lar está em processo de conclusão, mas já oferece condições de moradia. Ela prevê que nos próximos trinta dias a “fossa reciclável” esteja pronta.

“Como aqui [propriedade nova] a gente ainda não tem estrutura de captação e armazenamento de água foi um jeito que a gente pensou para reutilizar toda a água possível. Vamos utilizar essa água para produção de capim e de sorgo”, explica Sara.

Local onde será instalada a fossa reciclável | Foto: Arquivo pessoal
O batismo da tecnologia foi feito por Edvan e a ideia surgiu ao se pensar na ração para as vacas leiteiras. A engenhosidade garante a água separada das fezes através de um tanque de 1m³ que será construído próximo à fossa.

A alimentação animal também inspirou a criação de uma máquina de presar forragem no município de Cajazeiras (PB). O agricultor Valdetônio Limeira juntou madeira e reutilizou um macaco hidráulico para comprimir blocos de cerca de 20 quilos de feno.
“É muito melhor prensar a ração e guardar do que deixar no tempo, debaixo de lona. De primeiro, a gente roçava e deixava ao gosto da chuva, do sol”, compara Valdetônio, que ressalta ainda que a tecnologia oferece ganho de tempo nas atividades no campo.
Uma das estratégias de venda de maquinarias pesadas para o campo é o argumento da redução no tempo de trabalho. Porém, além do alto custo financeiro, algumas dessas tecnologias exigem modificações sistêmicas no local. Por exemplo, uma coleta mecanizada pode exigir a plantação de espécies transgênicas para modificar o tamanho da planta e facilitar a utilização da máquina.
Josenildo com a ferramenta de distribuição de sementes | Foto: Boletim O Candeeiro 
Com um olho na redução do tempo e outro nas escolhas sobre o próprio ambiente, o agricultor Josenildo da Silva, de Jucati (PE), concretizou uma ideia para semear cenoura na propriedade dele. Ele conta que o desafio surgiu ao optar por um plantio em maior escala.

Com canos de PVC, arame, borracha e um pote plástico, Josenildo criou uma ferramenta que distribui uniformemente as sementes. A peça lembra um arado e substituiu a forma de semear com as mãos. Atento e sempre planejando novas invenções, Josenildo avalia que a tecnologia gera um aproveitamento de 80 por cento da semeadura.

sábado, 2 de maio de 2015

ALGO QUE NOS DEIXA ENCANTADO QUANDO A NATUREZA PROPOCIONA CURA DE ENFERMIDADE QUE A HUMANIDADE NÃO CONSEGUE ENCONTRAR NA MEDICINA CONVENCIONAL(QUIMICA)


A Graviola

A Graviola é considerada aliada importante no combate a mais de doze tipos de câncer - pulmão, seio, próstata, entre outros - a Graviola é fruto de uma árvore proveniente da Amazônia. Estudos realizados in vitro em mais de vinte laboratórios mostram que proporciona uma melhora - durante o tratamento - dez mil vezes maior do que com a quimioterapia.
Segundo estudos, a Graviola estimula o sistema imunológico combatendo resfriados, distúrbios na coagulação sanguínea e lesões hepáticas.
A graviola promete proporcionar um tratamento diferenciado no combate ao câncer. Um tratamento natural na maioria das vezes dá a sensação de força e vitalidade, além de melhorar a perspectiva de vida.


  CARACTERÍSTICAS E ESTUDOS REALIZADOS

As etnias da América do Sul e Central utilizam a graviola há séculos no combate e controle de várias doenças entre elas a pelagra, febre, diarreia, vomito, espasmos, tosse, asma, astenia e hipertensão.
Em pesquisas mais recentes realizadas nos Estados Unidos por mais de 20 laboratórios e pela médica e pesquisadora Dra. Leslie Taylor, constatou-se que a graviola contém substancias anticancerígenas e cytotóxicas com potencialidade 10.000 vezes mais que a adriamicina, uma droga utilizada na quimioterapia.
Além desta descoberta fantástica, verificou-se que a atuação destas substâncias são seletivas combatendo apenas as células cancerosas e preservando as células saudáveis e sem os efeitos colaterais desagradáveis da quimioterapia.
Nos Estados Unidos tentou-se durante 7 anos a sintetização destas substâncias em laboratório, sem sucesso, objetivando obter-se a patente, uma vez que não são permitidas a concessão de patente sobre substâncias naturais
“”Pesquisadores do EUA e outros países descobriram que a graviola destrói vários tipos de câncer. 

Dentro de um tubo de ensaio, a graviola mata as células do câncer 10.000 vezes mais rápido do que o melhor medicamento usado nos hospitais, mas até hoje os laboratórios farmacêuticos não conseguiram sintetizar a graviola para
patentear um remédio, por isso ela só é usada na forma natural. “”
      Atenção: Existem alguns comerciantes inescrupulosos informando que existe uma variedade da Graviola "verdadeira da Amazônia". É mito. Só existe uma espécie de Graviola, e a mesma graviola encontrada na Amazônia é a mesma do Nordeste ou de qualquer canto do Brasil.
O princípio ativo da "acepita
mina" encontrado nas folhas da graviola é um potente anticancerígeno, e por ser muito volátil (se dispersa rápido) os laboratórios não conseguiram sintetizá-lo.
 

Cuidados: Seu uso não é recomendado para gestantes e lactantes, sem acompanhamento médico.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Expectativas pela produção de alimentos e aprendizados animam agricultores/as durante curso do GAPA

                                                                                                                             Por Daiane Almeida
“Dá. Tudo dá certo. Eu ainda não tenho a cisterna, mas já tenho muita coisa plantada”, foi nesse clima de animação que Dona Maria Júlia Bispo e outras agricultoras e agricultores participaram nos dias 10,11 e 12 de dezembro do curso de Gestão da Água para Produção de Alimentos, do Programa Uma Terra e Duas Águas, executado pela APAEB no município de Serrinha.

Com a expectativa de construir novos conhecimentos, eles/as estavam atentos a cada informação trazida por Abelmanto Carneiro, agricultor familiar e monitor da atividade. Os tipos de solo e suas características; o uso da água para criação de animais e no cultivo de hortaliças; as tecnologias de armazenamento de água; a cultura do estoque de alimentos, esses e outros temas provocaram  debates durante os três dias de curso.


Abelmanto Carneiro, monitor e agricultor familiar
Abelmanto também chamou atenção para a necessidade de se perceber que uma propriedade é um sistema integrado e que pode estar em harmonia. “Se você cultiva a hortaliça e cerca ao redor, você pode criar a galinha. Da horta você se alimenta e alimenta a ave também. Da ave você consome e vende os ovos e ainda tira a renda. Se eu tenho cabras e preciso produzir a ração e não tenho milho e nem posso comprar, eu uso o farelo de palma, que pode ser desidratada na área da calçada da cisterna”, explica Abel, que interage e responde aos questionamentos.



Dona Maria Júlia
Dona Maria Júlia traz em meio à discussão que de tudo ela tem pouco, mas que a esperança é aumentar a produção depois da conquista da cisterna-calçadão. “Depois que eu tiver água na minha cisterna quero ampliar ainda mais. Já criei muita galinha, e de tudo tenho um pouco: alface, coentro, cebolinha, pimentão, manga, laranja, cajueiro, goiabeira, mamão e hortelã. Vendo na feira de sábado e ganho meu dinheirinho extra. Minha família é muito grande. Eu ajudo eles também. Nem eu, nem meus filhos compramos hortaliças e verduras. É sem veneno e econômico”, ressalta Dona Maria Júlia, sobre a produção de alimentos naturais direto do quintal de casa.

Quem já tem uma tecnologia funcionando sabe o quanto pode ser útil para melhorar a produção e qualidade de vida da família. Jucicleide Ramos Santos é líder da Associação na Comunidade Barra do Vento e conquistou a cisterna de produção em 2012. Ela acompanhou os vizinhos da comunidade durante o curso, e contou como a qualidade de vida da sua família melhorou.

Jucicleide Ramos
 “Tenho minha produção de horta, criação de galinhas e frutas para o consumo da minha família. Minha vida mudou muito. Eu pegava água no tanque do vizinho e era briga por que ele achava que a gente tava acabando a água dele. Na minha comunidade não tinha associação. Minha mãe era sócia na comunidade vizinha. Aí eu me animei e fundamos em 2007 a associação da nossa comunidade. Fizemos rodas de conversas com os moradores. A partir daí começamos a lutar pelos projetos e hoje quase toda a comunidade tem acesso as tecnologias de água. Dessa vez serão mais oito cisternas construídas”, conta a presidente da associação Jucicleide Ramos.

Participaram da atividade 34 agricultores e agricultoras das comunidades Vertente, Maravilha, Canto, Cruzeiro da Paz, Barra do Vento e Salgado.