quinta-feira, 27 de março de 2014

VIVER NO SEMIÁRIDO



O SEMIÁRIDO

Para o projeto Vida do Solo viver no semiárido é conhecer o clima da região, as características dos vegetais e a necessidade de adaptação e convivência no ambiente em que realmente se vive então percebe-se a necessidade de analisar quais técnicas são adotadas para a realização de produção e métodos de sobrevivência, sem que aconteçam o desgaste ambiental e perdas totais de recursos renováveis. Assim, o projeto de Educação Ambiental Vida do Solo busca trabalhar pela necessidade de analisar as questões do ponto de vista agroecológico para que o ambiente em que se vive continue em equilíbrio, vem como base a descoberta e integração entre um princípios agroecológico, fazendo da agricultura familiar um espaço de construção sustentável e assim desenvolvendo tecnologias sociais facilitando o entendimento de como fazer essa agricultura tão sonhada com muita responsabilidade.

quinta-feira, 20 de março de 2014

TEXTO EM ITALIANO PUBLICADO ATRAVÉS DA ActionAid ITÁLIA TRADUZIDO EM PORTUGUÊS.



Eles Abelmanto Carneiro de Oliveira, mas você pode chamar Abel. Eu moro na comunidade de Mucambo , no estado de Baiha , Jacira com minha esposa e nossa filha Maria Clara. Em nossa região chove muito pouco. Ao longo dos últimos dois anos, a seca tem sido terrível . Mas eu amo o meu país e eu estou determinado a lutar contra todas as probabilidades , para garantir um futuro para a minha família aqui na Fazenda Pau de Colher .

Para isso eu me comprometo a ser informados sobre as técnicas de cultivo , de usar a água de forma mais eficiente e produzir mais, sem esgotar a terra. Há tanta coisa para fazer, tanta coisa para aprender, mas eu sei que estou ficando cada vez mais conscientes do ambiente que me rodeia. A natureza nos oferece um grande desafio. É uma grande oportunidade : o desafio de aprender , preparar e demonstrar que somos capazes .

A vida oferece desafios aqui no país, como em outros lugares , eu estou ciente. Pensando em ganhar dinheiro facilmente na cidade é apenas uma miragem. Há uma forte competição entre as pessoas. Porque a mentalidade é assim " ou ganhar dinheiro ou não sobreviver. " Eu não penso assim, eu penso sobre onde eu estou vivendo bem . Eu produzir alimentos de qualidade para a minha família. Se a colheita foi particularmente bom, então o que sobra eu vou vendê-lo e ganhar alguma coisa .

Talvez em uma área urbana não deve enfrentar sérios problemas como a seca, mas as dificuldades sim . E, portanto , difícil para a dificuldade , eu deixo a minha estadia em Pau de Colher . Porque aqui eu viver bem e em harmonia com tudo o que me rodeia. O ar da cidade tem um odor que eu não gosto . Aqui , no entanto , até mesmo o ar é especial .

Adoro trabalhar a terra nesse ambiente dificultada pela seca. Eu sempre preciso de expandir meu conhecimento. E as dificuldades empurrar -me para fazê-lo todos os dias. Se não aprender algo novo todos os dias, o que é viver neste mundo? Como vivemos, vegetando !

Hoje, muitas pessoas mudaram o seu conceito de vida. Antes, porém, na comunidade havia uma noção clara do ciclo da natureza , não havia respeito ao meio ambiente . E então ele derrubou árvores, arbustos foram queimados enquanto ainda verde. Eles destruíram tudo sem critérios e depois foram surpreendidos , porque não crescer mais. Isso não acontece só aqui. Em seguida, multiplicar o efeito negativo para o mundo interior, e entendemos por que o planeta está se aquecendo . Não é só culpa nossa !

E o que eu posso fazer? Perguntei a mim mesmo . Algo que eu possa fazer! Todos nós podemos fazer alguma coisa!

É importante que o agricultor compartilha toda a sua experiência com outros agricultores. E fazemo-lo regularmente através de cooperativas de agricultores .

Em 2004, eu senti a necessidade de educar crianças e adolescentes para iniciá-los no trabalho agrícola e dar-lhes uma perspectiva mais ampla sobre o futuro e seguro. Então, eu criei o Projeto Ecologico de Educação Ambiental Vida do Solo . E essa idéia tem tido um grande impacto social. Agora, até mesmo as crianças estão aqui no nosso país para praticar e aprender a crescer. "

Você também pode fazer muito para ajudar os agricultores como Abel para defender a natureza e aumentar a sensibilização para a protecção ambiental. Reivindica o direito de alterá-los :

terça-feira, 18 de março de 2014

visita de campo avaliação na disciplina de Biologia do curso Técnico de Agroecologia Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal (CETEPS)




RESULTADOS ALCANÇADOS
Nesta visita de campo foram analisadas várias estratégias de convivência com o semiárido, as quais são descritas abaixo. Segundo informações do proprietário chamado Abel, a última chuva significativa ocorreu no ano de 2012 atingindo um P(mm) de 56 mm. Nesse intervalo, em certas ocasiões, acontecem precipitações que não ultrapassam os 15 mm, visto que essa quantidade de chuvas para uma época de inverno é pouquíssima e são as chuvas de inverno que sustentam a produção da agricultura familiar da região nordeste por serem menos intensas e mais duradouras. Estas informações foram obtidas tendo como pressupostos as evidências da educação popular,
pois o proprietário afirma tal constatação através de saberes interpretados na própria natureza, vide exemplo, a dinâmica de vida de um invertebrado, uma aranha. Neste ambiente, também foram observadas árvores frutíferas nativas, as quais são utilizadas desde a colheita dos frutos até a sua armazenagem para consumo próprio e comercial. Este produto é disponibilizado na merenda escolar local, relacionando-se ao cumprimento da Lei de Segurança Alimentar e Nutricional Nº 11.947, de 16 de junho de 2009, no que refere ao fato de inserir 30 % dos produtos oriundos da agricultura familiar para a merenda escolar. Há também a produção de forragens e fenos usados na alimentação animal; e a catalogação das sementes para comercialização e propagação da espécie evitando assim sua extinção, os quais são divulgados em projetos que utilizam as estratégias de Educação Ambiental. 
É comum encontrar na propriedade espécies de barrancos feitos propositalmente próximos a árvores de forma que se posicione como barre
 (F 02)
iras ao curso com que as águas da enxurrada percorrem, evitando assim, sua perda total. E cada vegetal tem função específica compreendendo ações como o abrigo dos animais e o cordão vegetal, por exemplo, feito a partir de “capim elefante” Pennisetum purpureumschum  (figura 02) que além de formar uma barreira às correnteza das chuvas, evitando a erosão do solo, também capta matéria orgânica trazida e ajuda a reter água facilitando o abastecimento aos lençóis freáticos e de micro barragens sucessivas e subterrâneas existentes nas proximidades
(Texto alunos do curso técnico de Agroecologia)

segunda-feira, 17 de março de 2014

O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR?




Você sabe o que é Agricultura Familiar?
Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em crise mundial, problemas climáticos e outros tantos assuntos, que nos tiram o sono. Mas você sabe de uma saída eficaz e eficiente para driblarmos tanta crise? Apostemos na Agricultura Familiar! Pois é a melhor forma de geração de emprego, renda e qualidade de vida para todos nós.

A Agricultura Familiar é a principal responsável pela produção dos alimentos que são disponibilizados para o consumo da população brasileira, é o que realmente chega à nossa mesa. É constituída de pequenos e médios produtores rurais, comunidades tradicionais, assentamentos da reforma agrária e entre seus principais produtos estão: a produção de milho, raiz de mandioca, pecuária leiteira, gado de corte, ovinos, caprinos, olerícolas, feijão, cana, arroz, suínos, aves, café, trigo, mamona, fruticulturas e hortaliças.
A Instrução Normativa nº 01/2009 do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) define em seu artigo 1º, Agricultor Familiar, como sendo um empreendedor familiar rural, aquele que pratica atividades no meio rural, atendendo simultaneamente aos seguintes requisitos:
a. Não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais (o módulo fiscal é uma unidade de medida, também expressa em hectare, fixada para cada município, instituída pela Lei nº 6.746, de 10 de dezembro de 1979);
b. Utilize predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento;
c. Tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento;
d. Dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.

segunda-feira, 10 de março de 2014

MOMENTO DE REFLEXÃO



AGROECOLOGIA UMA TÉCNICA BASEADA NA ESTRUTURA DA BIODIVERSIDADE’

O conceito da Tecnologia Social desenvolvido pelo Projeto de Educação Ambiental Vida do Solo é de aliar desenvolvimento econômico e social com a integração entre homem e natureza. As atividades iniciou em Maio de 2004 onde passou a desenvolver técnicas e Tecnologias apropriadas para o Semiárido, quando a população não tinha conhecimento sobre técnicas de manejo e prevalecia a monocultura, com exploração predatória dos recursos naturais do bioma Caatinga Mata típica da região.                               

 O sistema convencional, de monocultivo, o solo geralmente chega a um ponto em que fica completamente degradado e sem nutrientes para produzir e manter as reservas naturais. A ausência de uma política voltada ao manejo sustentável, que as famílias agredindo suas terras, descobriu-se que as pessoas não sentia em momento algum o que eles construía ou seguia como destino para as futuras gerações.
Com a Agroecologia o material vegetal pré-existente é trabalhado de forma consciente e com arranjo definido no solo, sem a utilização de fogo. Ao longo do tempo criando o que se chama de ‘berços’. Desta maneira, o aproveitamos a matéria orgânica pela sustentabilidade do agroecosistema  dando assim mais vida a   

o solo. A água entra melhor na terra, com maior aproveitamento. É nesta pequena coisas que reconstruimos nosso espaço.
       Na agricultura convencional, uma agricultura perversa as espécies seriam eliminadas. Em um sistema Agroecologico, procura-se manter, a cada etapa de sucessão, espécies adequadas às situações de fertilidade do solo, conjunto de espécies companheiras ao redor e luminosidade nos diferentes andares. O resultado é a integração entre homem e natureza. “Consideramos ser essa a agricultura ideal para o planeta, pois a convencional está destruindo e desrespeitando o meio ambiente.

O Projeto de Educação Ambiental o Vida do Solo desenvolve técnicas criativa e gera emprego e renda.

O Projeto de Educação Ambiental o Vida do Solo desenvolve técnicas criativa e gera emprego e renda na comunidade de Mucambo são micro aspersores para pequenas irrigações feito de tubo rígido de caneta
Atividade de campo no sitio demonstrativo 15 famílias sendo capacitada para produzir mudas de planta, hoje vale a pena estamos construindo conhecimento no semi árido reconstruindo nossa Caatinga muito Feliz

Ontem pela manhã o projeto de Educação Ambiental o Vida do Solo recebem produtores de Pernambuco, Ceará e do Rio Grande do Sul e dos municípios do território do Sisal como Santa Luz, Valente entre outros além de representantes da Bolívia e Canadá.
Um dia proveitoso e muito construtivo.
Parabenizo a direção da Fatres por esse trabalho realizado (Encontro de Produtores Orgânico do Nordeste, EPO XIV), obrigado, o Projeto Vida do Solo Agradece pela oportunidade de mostrar e fazer com que outras pessoas aprendam a viver com simplicidade e criatividade isso sim podemos viver com sustentabilidade em uma região semiárida quanto a nossa.
 
Mais uma técnica sendo aplicada na propriedade o uso do aparelho pé de Galinha para tirar o desnível do terreno e o plantio de palma super adensada e plantando em curva de nível é mais uma experiência sendo aplicada 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PRODUÇÃO ORGÂNICA MOMENTO DE TRÂNSIÇÃO DO CONVENCIONAL PARA UMA AGRICULTURA SUSTENTAVEL.



Mudança do Sistema Convencional para o Sistema Agroecológico
Na implantação de um sistema orgânico, a adoção das tecnologias para restabelecer o equilíbrio do ambiente e melhorar a fertilidade do solo requer um período intermediário em que todas as práticas sejam adotadas. Esse processo de mudança de sistema de manejo é chamado
de período de conversão que é variável de acordo com a utilização anterior e a situação ecológica atual, podendo ser de 12 a 36 meses. A transição do sistema convencional para o orgânico deve acontecer de forma gradativa.



     O primeiro passo é a adoção de práticas conservacionistas ou de “Boas Práticas Agrícolas”, que visem melhorar a cobertura do solo, conter a erosão e promover a recuperação ou preservação ambiental.

      Na segunda fase, devem ser implantadas as práticas de manejo das culturas e deve ser feito um bom plano de adubação e correção do solo, que considere as necessidades das culturas e a recuperação da fertilidade natural. Nesta fase, deve ser programado o manejo ecológico de pragas e doenças, já iniciado na primeira fase, com as práticas conservacionistas. O Agricultor deve prever o uso de produtos naturais, que não contaminem os alimentos, o trabalhador e o meio ambiente.

       Na terceira fase, deve-se procurar a diversificação de atividades, introduzindo novas atividades de baixo impacto; como, por exemplo, a integração com fruticultura, hortaliças, sistemas agroflorestais, apicultura, produção de leite e ovos, dentre outros.

O agricultor, que tem a intenção de comercializar seus produtos no mercado orgânico, em grande expansão no país, deve procurar obter informações de outros agricultores, técnicos e entidades que já trabalhem com agricultura orgânica na região e elaborar um Plano de Conversão da sua propriedade. Um bom plano deve conter informações como: • Histórico da propriedade ou área de produção;

Dicas de Transição para o Sistema Orgânico



. MUDANÇA DO SISTEMA CONVENCIONAL PARA O SISTEMA ORGÂNICO

• Atividades desenvolvidas: culturas e criações;

• Manejo utilizado em cada atividade:

- Adubos utilizados;

- Manejo de pragas e doenças;

- Manejo dos rebanhos: alimentação, manejo sanitário e instalações;

- Procedimentos para processamento, armazenamento, transporte e comercialização dos produtos e

- Quais os pontos críticos e a forma que estes devem ser trabalhados durante o período de conversão.