terça-feira, 30 de junho de 2015

A necessidade, aliada a uma saudável curiosidade científica


A necessidade, aliada a uma saudável curiosidade científica 
     Abelmanto Carneiro de Oliveira, agricultor familiar do município de Riachão do Jacauípe, na Bahia, passou a pesquisar o uso de tecnologias alternativas para a produção agrícola na região do Semiárido. Dono de uma terra de 10 hectares, Abelmanto começou a utilizar cisternas para consumo e produção em 2007, com o apoio dos governos federal e estadual. Nos anos seguintes, o agricultor desenvolveu técnicas que hoje garantem o abastecimento de água para atender todo seu sistema de produção, pelo menos a propriedade é alto suficiente de agua, hoje são mais de 3 Milhões de litros de agua armazenado quando sua carga de consumo anual é de apenas 389 mil litros para tornar seu sistema funcionando durante 365 dias, ou seja, um ano, isso também considerando a perda de agua pela evaporação. 
A partir de seus experimentos, Abelmanto construiu uma barragem subterrânea. A barragem mantém o solo úmido a 50 centímetros de profundidade, eliminando a necessidade de regar a terra para que ela fique produtiva o ano todo. O agricultor também passou a plantar capins para cilagem e palma, utilizada para alimentar o gado no período de estiagem. "Produzo a minha carne. Só compro o que não dá para produzir", diz Abelmanto, que é casado com Jacira de Oliveira, de 43 anos. Os dois tem uma filha. 
O abastecimento da família é feito graças ao armazenamento de 3 milhões de litros de água em cinco cisternas e mais 16 barramentos seis conhecidos por barreiros comuns, um barreiro trincheira e dez barraginhas sucessivas que abastecem o lençol freático. Parte da produção de sua horta agroecológica é vendida na região.                                  "A verdade é que tudo isso só foi possível graças ao uso das cisternas", contou Abelmanto ao Portal Brasil. Para o agricultor familiar, a tecnologia mudou radicalmente a vida dos moradores da região, que estão acostumados a enfrentar longos ciclos de estiagem. "Agora o pequeno agricultor tem autonomia. Hoje, temos a ousadia de dizer que morar aqui é uma escolha nossa. Estamos no Paraíso".

sábado, 6 de junho de 2015

CONHECENDO UM POUCO SOBRE CUPIM PARA MELHOR CONTROLAR EM SEU SISTEMA DE PRODUÇÃO



Operários
A casta dos operários é composta por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas (inclusive o rei e a rainha) construção e conservação do ninho, eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos...etc.
Os operários esbranquiçados com a cabeça um pouquinho mais escura, e não tem olhos nem asas.

Soldados São encontrados em grande número numa colônia.

A função dos soldados é defender o cupinzeiro e os operários.
Tem aquela mandíbula enorme, mas não conseguem mastigar - ela só serve pra luta.
Como os operários, os soldados também são cegos e sem asas.
São de corpo esbranquiçado ou amarelo clarinho e as cabeças são grandes e escuras com um par de mandíbulas grandes.
Como armas, além da potente mandíbula e da cabeça dura e grande, os soldados de algumas espécies podem jogar secreções tóxicas ou muito grudentas, através da fontanela (um buraquinho na cabeça).
O formato da cabeça e das mandíbulas dos soldados pode ajudar na identificação da espécie.
As armas mais evoluídas são usadas pela casta de soldados dos cupins nasute, que têm ninho nas árvores. Em vez de mandíbulas em forma de foice, possuem um bico oco através do qual soltam um jato químico ácido que se torna viscoso quando exposto ao ar e cola nos insetos invasores. As mandíbulas dos soldados são tão grandes que precisam ser alimentados pelos operários. Porém, essas mandíbulas são muito eficientes.
O rei e a rainha

O rei e a rainha são a primeira casta de reprodutores da sociedade.
A função da rainha é procriar.
Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam dentro dela, aumentando de tamanho a medida que a fêmea aumenta sua capacidade de por ovos, com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode crescer vários centímetros de comprimento, e ficar esbranqiçado.

O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome.
Os ovos têm 3mm de comprimento e ficam incubados por duas semanas sob o cuidado dos cupins-operários.
Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.                                                                                                                           

 Ninfas

Alimentam-se de resíduos regurgitados pelos operários por duas semanas após saírem dos ovos.
Aleluias

terça-feira, 2 de junho de 2015

COMO COMBATER FORMIGA CORTADEIRAS NO SEU SITIO.

O PROJETO VIDA DO SOLO DESENVOLVE MAIS UMA PRÁTICA AGROECOLÓGICA, DESSA VEZ É UMA TÉCNICA DE CONTROLE DE FORMIGA CORTADEIRA É O CONTROLE MECÂNICO
O projeto de Educação Ambiental Vida do Solo vem através deste vídeo mostrar mais uma pratica Agroecológica, uma prática de como controlar formigas cortadeiras sem o uso de veneno, é mais uma técnica desenvolvida pelo projeto vida do solo e espera que as pessoas em especial agricultores familiares que após assistirem este vídeo encontrem caminhos ou alternativas no controle desses seres (insetos) cortador. O projeto garante com esta técnica a eliminação de toda uma colônia de formiga em menos de (15) quinze dias, é o sistema que chamamos de controle mecânico, espero que este vídeo ajude bastante, vejam




segunda-feira, 11 de maio de 2015

O SABER POPULAR É RESISTÊNCIA E VIDA NO CAMPO (Daniel Lamir - ASACom)


Quando chove ideias
O saber popular é resistência e vida no campo
Descrição: http://asabrasil.org.br/Imagens/none.gif
Daniel Lamir - ASACom
Recife-PE
06/05/2015
Os processos criativos camponeses germinam a Convivência com o Semiárido | Foto: JR. Ripper
Como uma semente, a criatividade é inerente à sobrevivência humana. Como uma fecundação, o desenvolvimento das nossas ideias define o modelo de vida que queremos. Inventar e democratizar o acesso a técnicas e tecnologias é uma forma de lutar pela convivência com o Semiárido.

Por ser uma capacidade universal, a inventividade humana pode seguir diferentes caminhos. Os processos criativos podem fortalecer a autonomia popular e a defesa de direitos. Por outro lado, o agronegócio está sempre reinventando a concentração de renda e poder no país.

Neste mundo com dicotomias, a água que cai do céu ganha conotações mais amplas que um fenômeno meteorológico. Pode servir para a sobrevivência ou opressão. No Semiárido, a mesma água da chuva que serve para o consumo humano disputa a ingestão de lucros do hidronegócio.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a irrigação utilizada pelo agronegócio consome 63% dos recursos disponíveis no Brasil. Para se “adaptar” à irregularidade na distribuição de chuvas, essas tecnologias gastam muita água e custam caro.
De acordo com Abelmanto, a ideia do microaspesor alternativo surgiu por acaso | Foto: Arquivo pessoal
No caminho inverso, Abelmanto Carneiro criou o “microaspersor alternativo”. A ideia surgiu quando ele estava com uma faca na mão e cuidava da horta na propriedade dele, localizada em Riachão do Jacuípe (BA).

“É um sistema de irrigação simples e barato, que acaba simulando uma chuva de inverno, uma chuva de litoral, como chamamos aqui. Ele dispõe de tudo que uma planta na fase de crescimento e floração precisa”, detalha o agricultor experimentador.

O insight do “microaspersor alternativo” surgiu quando a água de uma mangueira de polietileno jorrou um jato bem na ponta da faca que estava na mão de Abelmanto. Assim, flertando com a física, a ideia nasceu quando o jato formou um leque d’água na plantação.

Abelmanto trocou a faca por canetas, adicionando ainda pregos e arames para desenvolver o experimento. Hoje, o “microaspersor alternativo” é uma tecnologia sustentável e bem sucedida. Porém, a invenção ainda está superando um desafio cultural: “Muitas vezes os agricultores e as agricultoras não percebem o valor do seu próprio conhecimento”.
Abelmanto em intercâmbio | Foto: Arquivo pessoal
Diante dessa brecha na falta de valorização do saber camponês, o agronegócio utiliza propagandas para fortalecer sua imagem, mesmo com a carga de problemas sociais e ambientais. Neste cenário, o agronegócio se associa aos monopólios das empresas de comunicação no país.

Sentindo falta das boas experiências camponesas nos meios de comunicação massivos, Abelmanto criou o blog do
Projeto Ecológico Vida do Solo, além de utilizar o perfil dele na rede social Facebook para dialogar e apresentar vivências no campo.

Em Cubati (PB), a agricultora experimentadora Sara Constâncio faz coro da fala de Abelmanto. Sara defende a troca de conhecimentos e a curiosidade como ingredientes para superação de desafios no campo. Ela e o marido, Edvan, moram no assentamento São Domingos. Há poucos dias, o casal teve de se mudar e abrir mão de importantes tecnologias construídas na propriedade anterior. Ficaram o tanque de pedra e o banco de sementes familiar, além do “tanque de gordura”, tecnologia para reuso da água, criada por Sara.
Sara e Edvan criam tecnologias para utilização da água | Foto: Boletim O Candeeiro
Muda o endereço. Permanece a escolha pela inventividade camponesa. Ao contrário dos saberes oferecidos através de “pacotes” de produtos elaborados em laboratório, Sara observa as oportunidades locais para criar melhores condições de convivência. Ela está estudando o ambiente para permanecer utilizando insumos naturais, além de criar novas tecnologias adaptadas para captação, armazenamento e reutilização da água.

A primeira invenção deve ficar pronta antes da casa. O novo lar está em processo de conclusão, mas já oferece condições de moradia. Ela prevê que nos próximos trinta dias a “fossa reciclável” esteja pronta.

“Como aqui [propriedade nova] a gente ainda não tem estrutura de captação e armazenamento de água foi um jeito que a gente pensou para reutilizar toda a água possível. Vamos utilizar essa água para produção de capim e de sorgo”, explica Sara.

Local onde será instalada a fossa reciclável | Foto: Arquivo pessoal
O batismo da tecnologia foi feito por Edvan e a ideia surgiu ao se pensar na ração para as vacas leiteiras. A engenhosidade garante a água separada das fezes através de um tanque de 1m³ que será construído próximo à fossa.

A alimentação animal também inspirou a criação de uma máquina de presar forragem no município de Cajazeiras (PB). O agricultor Valdetônio Limeira juntou madeira e reutilizou um macaco hidráulico para comprimir blocos de cerca de 20 quilos de feno.
“É muito melhor prensar a ração e guardar do que deixar no tempo, debaixo de lona. De primeiro, a gente roçava e deixava ao gosto da chuva, do sol”, compara Valdetônio, que ressalta ainda que a tecnologia oferece ganho de tempo nas atividades no campo.
Uma das estratégias de venda de maquinarias pesadas para o campo é o argumento da redução no tempo de trabalho. Porém, além do alto custo financeiro, algumas dessas tecnologias exigem modificações sistêmicas no local. Por exemplo, uma coleta mecanizada pode exigir a plantação de espécies transgênicas para modificar o tamanho da planta e facilitar a utilização da máquina.
Josenildo com a ferramenta de distribuição de sementes | Foto: Boletim O Candeeiro 
Com um olho na redução do tempo e outro nas escolhas sobre o próprio ambiente, o agricultor Josenildo da Silva, de Jucati (PE), concretizou uma ideia para semear cenoura na propriedade dele. Ele conta que o desafio surgiu ao optar por um plantio em maior escala.

Com canos de PVC, arame, borracha e um pote plástico, Josenildo criou uma ferramenta que distribui uniformemente as sementes. A peça lembra um arado e substituiu a forma de semear com as mãos. Atento e sempre planejando novas invenções, Josenildo avalia que a tecnologia gera um aproveitamento de 80 por cento da semeadura.

sábado, 2 de maio de 2015

ALGO QUE NOS DEIXA ENCANTADO QUANDO A NATUREZA PROPOCIONA CURA DE ENFERMIDADE QUE A HUMANIDADE NÃO CONSEGUE ENCONTRAR NA MEDICINA CONVENCIONAL(QUIMICA)


A Graviola

A Graviola é considerada aliada importante no combate a mais de doze tipos de câncer - pulmão, seio, próstata, entre outros - a Graviola é fruto de uma árvore proveniente da Amazônia. Estudos realizados in vitro em mais de vinte laboratórios mostram que proporciona uma melhora - durante o tratamento - dez mil vezes maior do que com a quimioterapia.
Segundo estudos, a Graviola estimula o sistema imunológico combatendo resfriados, distúrbios na coagulação sanguínea e lesões hepáticas.
A graviola promete proporcionar um tratamento diferenciado no combate ao câncer. Um tratamento natural na maioria das vezes dá a sensação de força e vitalidade, além de melhorar a perspectiva de vida.


  CARACTERÍSTICAS E ESTUDOS REALIZADOS

As etnias da América do Sul e Central utilizam a graviola há séculos no combate e controle de várias doenças entre elas a pelagra, febre, diarreia, vomito, espasmos, tosse, asma, astenia e hipertensão.
Em pesquisas mais recentes realizadas nos Estados Unidos por mais de 20 laboratórios e pela médica e pesquisadora Dra. Leslie Taylor, constatou-se que a graviola contém substancias anticancerígenas e cytotóxicas com potencialidade 10.000 vezes mais que a adriamicina, uma droga utilizada na quimioterapia.
Além desta descoberta fantástica, verificou-se que a atuação destas substâncias são seletivas combatendo apenas as células cancerosas e preservando as células saudáveis e sem os efeitos colaterais desagradáveis da quimioterapia.
Nos Estados Unidos tentou-se durante 7 anos a sintetização destas substâncias em laboratório, sem sucesso, objetivando obter-se a patente, uma vez que não são permitidas a concessão de patente sobre substâncias naturais
“”Pesquisadores do EUA e outros países descobriram que a graviola destrói vários tipos de câncer. 

Dentro de um tubo de ensaio, a graviola mata as células do câncer 10.000 vezes mais rápido do que o melhor medicamento usado nos hospitais, mas até hoje os laboratórios farmacêuticos não conseguiram sintetizar a graviola para
patentear um remédio, por isso ela só é usada na forma natural. “”
      Atenção: Existem alguns comerciantes inescrupulosos informando que existe uma variedade da Graviola "verdadeira da Amazônia". É mito. Só existe uma espécie de Graviola, e a mesma graviola encontrada na Amazônia é a mesma do Nordeste ou de qualquer canto do Brasil.
O princípio ativo da "acepita
mina" encontrado nas folhas da graviola é um potente anticancerígeno, e por ser muito volátil (se dispersa rápido) os laboratórios não conseguiram sintetizá-lo.
 

Cuidados: Seu uso não é recomendado para gestantes e lactantes, sem acompanhamento médico.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Expectativas pela produção de alimentos e aprendizados animam agricultores/as durante curso do GAPA

                                                                                                                             Por Daiane Almeida
“Dá. Tudo dá certo. Eu ainda não tenho a cisterna, mas já tenho muita coisa plantada”, foi nesse clima de animação que Dona Maria Júlia Bispo e outras agricultoras e agricultores participaram nos dias 10,11 e 12 de dezembro do curso de Gestão da Água para Produção de Alimentos, do Programa Uma Terra e Duas Águas, executado pela APAEB no município de Serrinha.

Com a expectativa de construir novos conhecimentos, eles/as estavam atentos a cada informação trazida por Abelmanto Carneiro, agricultor familiar e monitor da atividade. Os tipos de solo e suas características; o uso da água para criação de animais e no cultivo de hortaliças; as tecnologias de armazenamento de água; a cultura do estoque de alimentos, esses e outros temas provocaram  debates durante os três dias de curso.


Abelmanto Carneiro, monitor e agricultor familiar
Abelmanto também chamou atenção para a necessidade de se perceber que uma propriedade é um sistema integrado e que pode estar em harmonia. “Se você cultiva a hortaliça e cerca ao redor, você pode criar a galinha. Da horta você se alimenta e alimenta a ave também. Da ave você consome e vende os ovos e ainda tira a renda. Se eu tenho cabras e preciso produzir a ração e não tenho milho e nem posso comprar, eu uso o farelo de palma, que pode ser desidratada na área da calçada da cisterna”, explica Abel, que interage e responde aos questionamentos.



Dona Maria Júlia
Dona Maria Júlia traz em meio à discussão que de tudo ela tem pouco, mas que a esperança é aumentar a produção depois da conquista da cisterna-calçadão. “Depois que eu tiver água na minha cisterna quero ampliar ainda mais. Já criei muita galinha, e de tudo tenho um pouco: alface, coentro, cebolinha, pimentão, manga, laranja, cajueiro, goiabeira, mamão e hortelã. Vendo na feira de sábado e ganho meu dinheirinho extra. Minha família é muito grande. Eu ajudo eles também. Nem eu, nem meus filhos compramos hortaliças e verduras. É sem veneno e econômico”, ressalta Dona Maria Júlia, sobre a produção de alimentos naturais direto do quintal de casa.

Quem já tem uma tecnologia funcionando sabe o quanto pode ser útil para melhorar a produção e qualidade de vida da família. Jucicleide Ramos Santos é líder da Associação na Comunidade Barra do Vento e conquistou a cisterna de produção em 2012. Ela acompanhou os vizinhos da comunidade durante o curso, e contou como a qualidade de vida da sua família melhorou.

Jucicleide Ramos
 “Tenho minha produção de horta, criação de galinhas e frutas para o consumo da minha família. Minha vida mudou muito. Eu pegava água no tanque do vizinho e era briga por que ele achava que a gente tava acabando a água dele. Na minha comunidade não tinha associação. Minha mãe era sócia na comunidade vizinha. Aí eu me animei e fundamos em 2007 a associação da nossa comunidade. Fizemos rodas de conversas com os moradores. A partir daí começamos a lutar pelos projetos e hoje quase toda a comunidade tem acesso as tecnologias de água. Dessa vez serão mais oito cisternas construídas”, conta a presidente da associação Jucicleide Ramos.

Participaram da atividade 34 agricultores e agricultoras das comunidades Vertente, Maravilha, Canto, Cruzeiro da Paz, Barra do Vento e Salgado.

terça-feira, 14 de abril de 2015


Controle Natural de Praga (Parte


Inimigo Natural – joaninha

1.    Receitas para obtenção de inseticidas naturais de origem Vegetal
1) AGAVE – Piteira ou Sisal (Agave sisalana)
Indicação: saúvas (Atta spp.) e quenquém (Acromyrmex sp.).
Moer 5 folhas médias de agave e deixar de molho por 2 dias em 5 litros (L) de água. Aplicar 2 L desta solução no olheiro principal do formigueiro e tapar os demais para que as formigas não fujam. Folhas desta planta podem ser obtidas em lojas de plantas ornamentais.
Cuidados: Evitar contacto com a pele, pois pode causar alergia.


Saúva
2) ALHO (Allium sativum)
Receita 1
Indicação: repelente de insetos, bactérias, fungos, nematóides, inibidor de digestão de insetos e repelente de carrapatos.
– 3 cabeças de alho;
– 1 colher grande de sabão de coco picado;
– 2 colheres de sopa de parafina líquida.
Amassar as cabeças de alho misturando em parafina líquida. Diluir este preparado em 10 litros de água com o sabão. Pulverizar logo em seguida.
Receitas 2 e 3
Indicação: tripes, pulgões, mosca doméstica (Musca domestica), lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda), mosca dos chifres (Haematobia irritans), mosquito (Aedes aegypti), míldio (Peronospora spp.), brusone (Pyricularia sp.), podridão do colmo e da espiga (Erwinia carotovora var. zeae), mancha de Alternaria, mancha de Helminthosporium, podridão negra (Xanthomonas campestris), ferrugem (Puccinia sp.).
Receita 2
– l00g de alho;
– 0,5 L de água;
– l0g de sabão de coco;
– 2 colheres (café) de óleo mineral.
Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados em repouso por 24 horas em 2 colheres de óleo mineral. À parte, dissolver 10 gramas de sabão em 0,5 L de água. Misturar então todos os ingredientes e filtrar. Antes de usar o preparado, diluir o mesmo em 10 litros de água, podendo, no entanto, ser utilizado em outras concentrações de acordo com a situação.
Receita 3
Dissolver um pedaço de sabão de coco do tamanho de um polegar (50g) em 4L de água quente. Juntar 2 cabeças de alho finamente picadas e 4 colheres pequenas de pimenta vermelha picada. Coar com pano fino e aplicar.

Lagarta cartucho
3) ANGICO (Anadenanthera colubrina)
Indicação: formigas (Atta spp.)
Juntar 1 kg de folhas de angico em 10 L de água e deixar de molho por 8 dias. Aplicar 1 L desta solução para cada metro quadrado de área do formigueiro.

4) ARRUDA (Ruta graveolens)
Indicação: pulgões, cochonilhas sem carapaça (Coccus viridis, C. hesperidium, Saissetia coffeae), cochonilha branca e de placa, alguns ácaros.
– 6 ramos de 30 centímetros de comprimento, com folhas; – 1 litro de água; – 19 litros de espalhante adesivo de sabão de coco. Para preparação do espalhante adesivo, dissolver 1 kg de sabão de coco em 5 L de água quente; em seguida, diluir esta solução em 100 L de água. Triturar os ramos e folhas de arruda no liqüidificador com um litro de água.
Coar em pano fino e completar com 19 litros de solução de espalhante adesivo com sabão de coco.
Princípio ativo: rutina.
Cuidados: A planta causa irritação à pele e não pode ser ingerida.

Cochonilha
5) ARTEMÍSIA (Artemisia verlotorum)
Indicação: nematóide (Meloidogyne incognita)
Misturar com água, a parte aérea da planta, seca ao ar, na proporção de 1:10, isto é, uma parte da planta seca para 10 partes de água. A aplicação deve ser feita no solo.

6) BARDANA (Arctium lappa)
Indicação: nematóide (M. incognita)
Misturar com água, a parte aérea da planta, seca ao ar, na proporção de 1:10, isto é, uma parte da planta seca para 10 partes de água. A aplicação deve ser feita no solo.

7) CATINGA DE MULATA (Tanacetum vulgare)
Indicação: nematóide (M. incognita)
Misturar com água, a parte aérea da planta, seca ao ar, na proporção de 1:10, isto é, uma parte da planta seca para 10 partes de água. A aplicação deve ser feita no solo.
8) CEBOLA (Allium cepa) ou CEBOLINHA VERDE (Allium fistolusum)
Indicação: pulgões, lagartas e vaquinhas (repelente), Tribolium castaneum (besouro dos grâos armazenados, farelos, rações, farinhas, frutos secos, chocolate), Alternaria tenuis, Aspergillus niger, Diplodia maydis, Fusarium oxysporum, Helminthosporium sp., e sarna da macieira (Venturia inaequalis).
Cortar 01 kg de cebola ou de cebolinha verde e misturar em 10L de água, deixando o preparado curtir durante 10 dias. No caso da cebolinha verde, deixar curtir por 7 dias. Para pulverizar as plantas, utilizar 1 litro do preparado para 3 litros de água.
Modo de ação: fungicida e repelente. Possui óleos essenciais, flavonóides, fitohormônios e vitaminas.

Vaquinha
9) CHUCHU (Sechium edule)
Indicação: atrativo para lesmas e caracóis, funcionando como armadilha, possibilitando o posterior controle.
– chuchu;
– sal.
Colocar dentro de latas rasas, como as de azeite cortadas ao meio, pedaços de chuchu, adicionando-se sal.
10) CINAMOMO (Melia azedarach)
Indicação: lagartas.
Triturar folhas secas (20 g de folhas secas para cada 100 ml de água), adicionar água, agitar e deixar em repouso por 48 horas. O uso dessa mistura resultou em até 80% de mortalidade da lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis).
11) CONFREI (Synphyntum officinali)
Receita 1
Indicação: pulgões e adubo foliar.
– 1 kg de confrei;
– água suficiente.
Triturar as folhas de confrei em liqüidificador com água suficiente para formar suco ou então deixar em infusão por 10 dias. Acrescentar 10 litros de água na mistura e pulverizar periodicamente as plantas.
Cuidados: perigoso se ingerido.
Receita 2
Indicação: nematóide (M. incognita)
Misturar com água, a parte aérea da planta, seca ao ar, na proporção de 1:10, isto é, uma parte da planta seca para 10 partes de água. A aplicação deve ser feita no solo.

12) CRAVO-DA-ÍNDIA (Symphytum officinale)
Indicação: gorgulho ou caruncho do feijão.
Foi constatada redução de 100% na postura e emergência de adultos de Callosobruchus maculatus (gorgulho do feijão) em grãos de caupi armazenado, após tratamento com pó de cravo-da-índia a 2,5%.
13) CRAVO-DE-DEFUNTO (Tagetes minuta e Tagetes erecta)
Receita 1
Indicação: pulgões, ácaros e algumas lagartas.
– 1 kg de folhas e talos de cravo-de-defunto;
– 10 L de água.
Misturar os ingredientes e levar ao fogo, deixando ferver por meia hora, ou deixar de molho os talos e folhas picados por dois dias. Coar e pulverizar o preparado sobre as plantas.
Receita 2
Indicação: repelente de insetos Musca domestica (mosca doméstica) e Plutella xylostella (traça- das-crucíferas) e de nematóides (M. arenaria, M. javanica, M. incognita).
– 200 g de folhas e talos de cravo-de-defunto;
– 1 litro de álcool;
Macerar o material vegetal, juntar a 1 litro de álcool e deixar em repouso por 12 horas. Diluir este preparado completando para 20 litros de água antes de pulverizar.
Forma de aplicação: aspersão ou pulverização do extrato sobre as folhas infestadas ou irrigação do solo para combater os nematóides.
Cuidados: tóxico se ingerido.

14) FUMO (Nicotiana tabacum)
Receita 1
Indicação: tripes, pulgões, ácaros, mosca-branca, minadoras de folhas, gorgulhos, lagarta-da-couve (Pieris brassicae), traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella) e ferrugem do feijoeiro (Uromyces appendiculatus) e do trigo (Puccinia graminis). Possui também efeito herbicida e antialimentício.
– 250 g de fumo de corda;
– 30 g de sabão;
– 4 L de água.
Misturar estes ingredientes e ferver durante meia hora. Diluir um litro deste concentrado em 4 litros de água, acrescentar uma colher de cal hidratada para aumentar o efeito.
Cuidados: tóxico a mamíferos, cancerígeno. Não indicado para aplicação em casa de vegetação.
Receita 2
Indicação: pulgões, cochonilhas e grilos.
– 20 cm de fumo de corda;
– 0,5 litro de água.
Cortar o fumo e deixar de molho na água por 1 dia. No caso de ataque de pragas, misturar 3 a 5 colheres (de sopa) dessa mistura com 1 litro de água ou solução com espalhante adesivo e pulverizar o mais breve possível. Não guardar essa mistura por mais de 8 horas, pois sendo a nicotina volátil, o produto preparado perde o efeito. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.
Receita 3
Indicação: vaquinhas, cochonilhas, lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
– 100 g de fumo de corda;
– 0,5 litro de álcool;
– 0,5 litro de água;
– 100 g de sabão neutro.
Misturar o fumo em corda cortado em pedacinhos com o álcool e a água, deixando curtir por 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolver o sabão em 10 litros de água e juntar com a mistura já curtida de fumo e álcool. Pulverizar nas plantas, nesta concentração, quando o ataque de pragas é intenso ou diluir em até 20 litros de água no caso de baixa infestação de pragas. No caso de hortaliças, respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.
Receita 4
Indicação: pulgões e cochonilhas.
– 100 g de fumo de corda;
– 2 colheres de sopa de sabão de coco em pó;
– 4 L de água.
Ferver o fumo picado em 2 litros de água durante 5 minutos e deixar esfriar. Coar o preparado e misturar com sabão de coco ralado ou em pó. Acrescentar os outros 2 litros de água para obter o produto, que deverá ser pulverizado sobre as plantas atacadas. Caso seja insuficiente para o controle das pragas, aumentar a quantidade de fumo no extrato, mantendo a mesma quantidade de água.